13 de julho de 2012

Avaliação da pós-graduação: produtivismo?


Carlos Fico

Torna-se cada vez mais frequente a crítica à avaliação dos cursos de pós-graduação feita pela Capes em termos de que haveria um parâmetro excessivamente "produtivista", isto é, baseado em um número supostamente demasiado de publicações que seria exigido dos professores.

Recentemente, quatro colegas do Programa de Pós-graduação em História da UFPB solicitaram seu desligamento alegando que haveria uma "busca desenfreada de metas quantitativas".

Como Coordenador da Área de História junto à Capes, parece-me conveniente buscar esclarecer certos aspectos.

A avaliação da pós-graduação em nossa área adota critérios eminentemente qualitativos baseados em um princípio que poderíamos chamar de "processo social do conhecimento", isto é, a avaliação feita pelos pares. Os periódicos nos quais publicamos são assim avaliados e recebem uma nota que varia de A1 a B5. Os critérios de avaliação dos periódicos são públicos e bastante referendados pela comunidade científica.

Os livros integrais e capítulos que publicamos também são avaliados segundo critérios públicos através de uma comissão de historiadores que atribui notas que variam de L4 a L1.

As avaliações da pós-graduação brasileira são feitas trienalmente. Assim, considera-se a produção intelectual de um professor ao longo de três anos.

Parte-se da realidade, isto é, da quantidade de artigos, capítulos e livros publicados no triênio em questão. Não há uma exigência numérica a priori. Isso permite à Capes detectar a média da produção dos programas.

Por exemplo, os programas de pós-graduação em História nota 3, no último triênio, tiveram uma média de produção próxima de 1 (um) item (artigo, capítulo ou livro). Ou seja, um professor de um programa nota 3 que, ao longo de três anos, publicou um único artigo em periódico qualificado ou um único capítulo ou um único livro avaliado entre os conceitos L4 e L1 terá atingido a média. Esta, certamente, não é uma exigência descabida.

No caso dos programas nota 4, 5, 6 ou 7 as médias sobem. Por exemplo, a média da produção de um professor de um programa nota 5 ou 6 oscila entre 3 e 4 itens (ou seja, 3 ou 4 artigos e/ou capítulos etc.) ao longo de três anos. Isso não significa que o professor desse programa tenha de publicar no triênio 3 ou 4 artigos seminais que revolucionem a historiografia brasileira. O perfil usual consiste na publicação de um artigo, capítulo ou livro mais denso e de mais algumas publicações decorrentes, por exemplo, da costumeira participação em seminários ou congressos que, frequentemente, produzem anais com nossas intervenções.


É preciso destacar que os programas avaliados como "muito bom" (nota 5) ou que integram o "grupo de excelência" (notas 6 e 7) recebem da Capes recursos financeiros públicos não desprezíveis que podem usar com grande autonomia. É natural que se cobre uma contrapartida.

A produção em outras áreas é numericamente maior. No caso da História, há um ritmo necessário à maturação do conhecimento que impede a produção desenfreada de publicações. As especificidades de cada área têm sido respeitadas pela Capes. Por exemplo, depois de muitos anos de demandas, a Capes adotou a avaliação de livros.

A Capes também tem investido bastante na eliminação das assimetrias regionais. O apoio às iniciativas dos programas situados nas regiões Norte e Nordeste é bastante conhecido.

Quando é feita a avaliação de uma proposta de evento acadêmico (seminários, congressos etc.), analisa-se seu alcance tendo em vista o público abrangido (local, regional, nacional ou internacional). Não é correto supor que a definição do alcance de um evento acadêmico nesses termos impeça ou hierarquize a destinação dos recursos: frequentemente, os recursos são aprovados porque se trata, precisamente, de uma boa proposta de evento acadêmico com alcance regional, por exemplo. Note-se, a bem da verdade, que a avaliação da pós-graduação não exige que os professores apresentem propostas de realização de eventos acadêmicos.

A avaliação da pós-graduação feita pela Capes é um caso de sucesso reconhecido internacionalmente. Isso não significa que não tenha problemas. Um deles é de escala: como avaliar a grande quantidade de programas de pós-graduação existente tendo em vista tantos aspectos (produção intelectual, ensino, formação de recursos humanos etc.)? Isso certamente precisa mudar. Algumas propostas de mudança estão em estudo. Caberia, por exemplo, avaliar os programas consolidados quinquenalmente? Isso permitiria um acompanhamento mais cuidadoso dos programas recém-criados?


Um dos problemas reais da avaliação da pós-graduação brasileira que muito atinge a área de História é a "especialização precoce": o aluno de graduação, por vezes beneficiado com uma bolsa de iniciação científica, decide ingressar imediatamente no curso de mestrado, geralmente desenvolvendo o mesmo tema e, em seguida, após dois anos, prossegue trabalhando o mesmo assunto no doutorado, motivado, quem sabe, pela bolsa que continuará recebendo. Com isso, é cada vez mais frequente a titulação de doutores com pouca experiência profissional (no ensino ou em qualquer outra atividade) e que praticamente só conhecem a temática de sua especialização.


Outro problema significativo - em parte já superado pelo longo trabalho da Área de História nas últimas décadas - foi chamado, por coordenadores que me antecederam nessa posição, de "taylorização" e decorria da exiguidade dos prazos que se impunham para a conclusão dos cursos, sobretudo o do mestrado: 24 meses. Hoje, o tempo médio de titulação considerado "Muito Bom" para o mestrado é de 36 meses.

Espera-se que um professor de um programa de pós-graduação chancelado e financiado pela Capes produza conhecimento qualificado. As médias acima mencionadas não são de modo algum exageradas. Trabalhar com essas médias - opção que a Área de História tem feito nos últimos triênios - talvez transpareça uma "tradução numérica" com a qual a comunidade apenas aos poucos se acostuma. Mas isso não pode ser visto como "produtivismo".

21 comentários:

  1. Sempre quis saber mais sobre essas coisas. Obrigado. Esse "processo social do conhecimento" parece-me semelhante à tese de Adam Schaff sobre a consolidação da verdade no conhecimento histórico. Posso estar enganado, mas foi a impressão que tive. Como se aplica isso na realidade?

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    1. É isso mesmo, Rafael, a velha e boa tese marxista de Adam Schaff sobre a consolidação do conhecimento: é o contínuo referendo (ou discordância) dos pares que consolida (ou invalida) o conhecimento produzido.

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  2. Prezado Prof. Fico,
    Sou João Azevedo Fernandes, professor do PPGH-UFPB, e concordo INTEGRALMENTE com seu artigo. Posso garantir, aliás, que esta concordância se estende a outros colegas que continuarão a trabalhar para manter o PPGH-UFPB e aperfeiçoá-lo. Tive a oportunidade de postar comentário a este respeito no Facebook (onde acontece uma grande movimentação contra o "produtivismo" da Capes), que pode ser lido no link abaixo. Meus cumprimentos.

    http://on.fb.me/Skjcnq

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    1. Olá João. Eu acho bom que essas questões sejam debatidas de maneira bem transparente para que a gente possa esclarecê-las e, inclusive, derrubar alguns mitos e desinformações. Eu achei a carta dos colegas daí que se desligaram sincera e elegante, de modo que tenho esperanças de que eles se disponham a novas conversas e não descartem inteiramente a possibilidade de retornarem. De minha parte, estou sempre à disposição para tirar quaisquer dúvidas e também para conversar com vocês.

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  3. E as exigências para os estudantes? Principalmente para os do mestrado, que como você já disse, tem um tempo curto para terminar o curso.

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    1. Sim, Marcos: eu sempre achei que o mestrando "sofre" mais, até mais do que o doutorando: ele chega sem muita experiência e, em dois anos, tem de produzir uma dissertação, sem falar nas disciplinas (em geral, quatro), o que reduz o tempo da pesquisa, confinada em um ano. A positividade disso é que, no Brasil, temos mestrados e mestrandos fortes, que saem com muita experiência, muito melhor qualificados do que no modelo europeu. Temos de fortalecer o mestrado, mostrando para a Capes que, no caso da História, ele é essencial para a maturação dos pesquisadores. Digo isso porque é comum a tese de que devíamos focar mais no doutorado.

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  4. Caro prof. Fico,

    Como ex-coordenadora do PPGH-UFPB, faço minhas as palavras do prof. João Azevedo. Não concordo com a atitude dos colegas que acabaram de deixar o programa. Assim como eu, outros colegas se espantaram com a saída dos 4 docentes e com a forma como ela se deu, querendo transformar tudo num ato político, sem ter havido, antes, uma discussão dentro do próprio programa sobre o tema. Coordenei o PPGH-UFPB entre maio e dezembro do ano passado e foi um dos períodos em que mais publiquei, inclusive em periódicos A1. Não vejo absurdo algum no que decidimos, internamente, ser o patamar de publicações anuais desejável para os docentes credenciados no programa, já que pretendemos melhorar nossa avaliação junto à Capes e chegar ao 4.

    Abçs,

    Profª Carla Mary S. Oliveira

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    1. Olá Carla Mary. Eu confesso que achei a atitude compreensível: eles não concordaram com os critérios e pediram o descredenciamento. A carta que divulgaram é bastante sincera e não me pareceu fechada ao debate. Não sei se sou muito otimista, mas acho que essa é uma boa oportunidade para esclarecermos essa história do "produtivismo", situando bem os parâmetros da Área de História e as exigências que os diversos PPGs estão estabelecendo. Há diversas formas de aumentar a produção do corpo docente que podem ser definidas em conjunto. De uma coisa não tenho dúvida: os programas crescem quando atuam como uma equipe, institucionalmente, com metas acordadas entre todos.

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  5. Olá professor, sou historiador da Secretária de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal, achei muito claro seu texto, li a carta dos professores da Paraíba, acredito ser importante este debate, como também devemos pensar sobre a ampliação de "Mestrado Profissional" na área de História!!!

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  6. Para quem quiser ler a carta dos colegas da UFPB segue o link:
    http://www.facebook.com/notes/andr%C3%A9-mattos/carta-dos-docentes-de-hist%C3%B3ria-da-ufpb-endere%C3%A7ada-ao-ppgh-solicitando-desligamen/380781421975659

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  7. Prof. Carlos Fico,

    Concordo com a sua apreciação quanto ao posicionamento dos quatro docentes do PPGH/UFPB que manifestaram a decisão de descredenciamento e, entre outras razões, apontaram como justificativa para assim proceder, o que entendem como prática produtivista. Foram mesmo sinceros. Mais do que isso expressaram uma escolha: política, acadêmica e de foro íntimo. A polêmica em torno do documento é inevitável e como você expõe acima é importante que gere debates e até propicie um momento para desconstruir mitos. Como coordenadora do PPGH/UFPB, no momento em que fui procurada pelos docentes, discuti a decisão que apresentavam, inclusive por considerar que o espaço do coletivo institucional é o lócus mais pertinente para se estabelecer as discussões. Considero, ainda, fundamental manter abertas as vias do diálogo, atuando como historiadores na perspectiva da alteridade. Como você, eu também me percebo com um olhar otimista, não só em relação a discutir quanto ao “produtivismo”, mas, inclusive, ao considerar a possibilidade de um fortalecimento do PPGH/UFPB.

    Telma Dias Fernandes – Coordenadora do PPGH/UFPB

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  8. Professor, quanto a valorização dos projetos e práticas da Extensão Universitária existe alguma movimentação da CAPES? Vejo muita fala em relação a pesquisa e publicações, mas os projetos de extenção que dialogam diretamente com a comunidade tem algum peso e alguma forma de avaliação como a pesquisa possui, no caso de livros e revistas?

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    1. As atividades de extensão também são consideradas, mas, de fato, têm peso menor. Resultados diretamente ligados à pesquisa e à formação de mestres/doutores são os aspectos mais valorizados.

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    2. E isso não será revisto? Conheço muitos comandos de greve ao qual questionam justamente a valorização injusta da Extensão, uma vez que esta cumpre um papel fundamental dialogando com a comunidade. Afinal que importância tem a pesquisa se ela se mantém só no Não existe nenhum perpectiva de mudança deste quesito junto a CAPES, para a área de História?

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  9. Prof. Carlos Fico, sou Carlos André Cavalcanti, professor do PPGH-UFPB. Meus parabéns pelo artigo tão elucidativo e claro e pelo seu posicionamento quanto ao desligamento de colegas do PPGH!! Gostaria de sugerir um tópico para a nossa reflexão aqui ou alhures. Quando coordenador de uma outra Pós (PPGCR-UFPB), apresentei estes temas para Renato Janine e tive, em princípio, boa receptividade, mas não sei dos desdobramentos. Penso que a inflexão que levou ao "qualis livros" deveria retirar, nas Humanas (talvez com exceção da Psicologia Social), a centralidade da avaliação por artigos, que é algo mais afeito às Exatas e Biológicas. Espero que estejamos indo neste caminho!

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    1. Olá Carlos André. A avaliação da Área de História trabalha com o que a comunidade produz (livros e artigos). Não há uma centralidade dos artigos no caso da História. Nós consideramos livros e artigos da mesma maneira, embora cada um tenha seu instrumento de avaliação. Outras áreas consideram apenas artigos, mas esse não é o nosso caso.

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  10. Importante debate Prof. Carlos Fico. O que fica pra mim, então, é que se a Capes não é produtivista, há no mínimo um mal-entendido (um telefone sem-fio?), porque o que chega pra nós (lembro de minha época de mestrando especialmente), por via de alguns professores, é uma cobrança cada vez maior no caminho da produção, lugar aí da paranoia destes, talvez. O problema é que há alguns professores que nada publicam (!). Além da existência de uma pressão - que se joga forte em cursos recentes - em prol da melhoria da nota da capes, e que acossa notavelmente aqueles cuja produção menos impacto possui na avaliação da agência de fomento (corrija-me se eu estiver equivocado).

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  11. O prazo limite para a defesa de uma dissertação é de quantos meses realmente professor? Pergunto isto porque os programas não esclarecem muito bem esse assunto, e os mestrandos ficam um pouco perdidos quanto a isto.

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  12. SOBRE PRODUÇÃO CIENTÍFICA, PRODUTIVIDADE E "PRODUTIVISMO"

    Já faz algum tempo que o "manifesto contra o produtivismo" divulgado por quatro colegas docentes do PPGH-UFPB e que circulou não só no Facebook mas também em blogs e diversas redes sociais (diga-se de passagem, antes mesmo dos outros colegas do próprio departamento de História e da pós da UFPB serem comunicados de sua decisão) vem me incomodando profundamente, porquê àquele texto subjaz a tentativa de encobrir um assunto que há muito tempo cria melindres no ambiente das universidades públicas brasileiras.
    Na última 4ª feira à tarde, ao retomar minhas aulas na pós-graduação, eis que novamente o assunto veio à baila uma conversa com os alunos, como se era de esperar em meio a esta greve insana que continua a se arrastar, puxada por um sindicato que quer nivelar por baixo o magistério superior, desvinculando estupidamente a docência da pesquisa (atividade que tem como uma de suas premissas óbvias a divulgação de seus resultados através de publicações).
    Não acredito que vivemos num cenário de "publish or perish" como o que se instaurou nos EUA nos anos 70/80. A verdade é que temos bons professores que, no entanto, não dominam tão bem os meandros da pesquisa e tampouco da escrita, o que não é nenhum demérito a eles e a seu trabalho em sala de aula. Sempre entendi que quem se dedica à pesquisa tem a obrigação de divulgar seus resultados por meio de publicações, sejam estas artigos em periódicos, capítulos em coletâneas, livros autorais ou trabalhos completos em anais de congressos. Se não há o que publicar, ou melhor, se aquele que se diz pesquisador não publica, significa ou que sua pesquisa não caminha ou mesmo que sequer existe... Já escutei em assembleia departamental colegas dizendo que "ter projeto de IC dá muito trabalho", acreditem, e fiquei pasmada com o que ouvi, vindo de um professor doutor :-P ... E não é pra isso que nós, docentes com dedicação exclusiva, somos pagos pelo Ministério da Educação? Não somos nós que temos que formar os futuros quadros da pesquisa brasileira?
    Pesquisador só se forma quando começa a trabalhar bem cedo, na IC, e ele precisa ter a seu lado um orientador coordenando a pesquisa; essa pesquisa, obviamente deve ter resultados; por ser o programa de IC brasileiro financiado com bolsas das IES e do CNPq, é obrigatório que o resultado de todas seja publicado regularmente.
    Agora me digam: onde está a dificuldade em se publicar? Revistas científicas pululam pelo país inteiro, especialmente depois que Capes e CNPq sinalizaram com a preferência de que os periódicos fossem on line, de acesso aberto e open source. Editais voltados para o financiamento de pesquisas e de publicações com o resultados destas são constantemente disponibilidados pelas agências de fomento federais e algumas estaduais. No meu entendimento, o que falta é vontade de trabalhar com pesquisa, da maneira correta, fazendo reuniões regulares dos grupos de pesquisa, publicando os resultados, participando de eventos de sua área específica. É muito fácil dizer que cansou dessa brincadeira e sair fora, espalhando a esmo as peças do tabuleiro...
    Infelizmente, percebe-se, depois disso tudo, que ainda falta muita maturidade científica a diversos pretensos pesquisadores no Brasil.
    Do jeito que a coisa vai, piores dias virão, já que este discurso de "não ao produtismo" foi visto por muitos como um ato heróico... faço minhas as palavras de Quincas Borba, personagem magistral de Machado de Assis: "Ao vencedor, as batatas!!!".



    Profª Dra. Carla Mary S. Oliveira
    Coordenadora do PROCAD-NF Capes n. 2338/2008 - "Patrimônios - Conexões Históricas"
    (PPGH-UFPB / PPGH-UFMG)

    Professora Associada
    Departamento de História
    Programa de Pós-Graduação em História
    Universidade Federal da Paraíba
    João Pessoa - PB - Brasil

    Sítio Web:
    http://www.carlamaryoliveira.pro.br

    Currículo Lattes (CNPq):
    http://lattes.cnpq.br/6118364027975117


    João Pessoa - PB, 07/09/2012

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  14. Prezado Carlos Fico,
    Sou docente permanente do Programa de Direito da UFPB, mas com lotação no Departamento de História da Paraíba. Sua avaliação à época foi muito boa e fiz circular naquele momento. É bom que haja compromisso da Pós-Graduação com a pesquisa histórica. A historiografia regional e local está acostumada a mandar e imprimir um caráter régio ao regional (lembrando aqui um velho artigo de Marcos Silva). A CAPES permite critérios de outra natureza que não estão baseados no proselitismo regionalista.
    Parabéns pelo seu trabalho!
    Ernesto.

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