7 de maio de 2017

Dois meninos perdidos

Carlos Fico

#rioape

Uma das atividades do "Mês da Cidade" - promoção do jornal A Noite em 1933 - foi no Teatro Recreio, no dia 15 de junho. Muitas apresentações musicais com artistas como Vicente Celestino, Francisco Alves, Lamartine Babo, Aurora e Carmen Miranda, que encerrou a noite cantando "Eu queria ser ioiô", de Lamartine.

Mas a plateia ficou comovida com a "Canção do jornaleiro", de Heitor dos Prazeres, interpretada pelo menino Jonas Tinoco, que a registrou pela gravadora Victor.

Heitor dos Prazeres fez essa música a partir de um dos pregões que os meninos vendedores de jornais usavam: "Olha a Noite! Olha a Noite!". Com isso, o jornal adotou a causa e resolveu construir o monumento ao pequeno jornaleiro, que foi situado originalmente no espaço entre as ruas Miguel Couto e Ouvidor com avenida Rio Branco, no centro da cidade do Rio de Janeiro.

O jornal também fez campanha para construir a "Casa do Garoto", que serviria de amparo aos meninos vendedores. A iniciativa depois seria açambarcada por Darcy Vargas e denominada Casa do Pequeno Jornaleiro, em 1940.

A estátua posteriormente foi transferida para a rua Sete de Setembro e retirada recentemente de lá para as obras do VLT.

A estação "Colombo" do VLT ficou pronta e a estátua não voltou, ao contrário da promessa da prefeitura.
Outro menino que sumiu foi o aguadeiro do mestre Valentim. O original era de mármore, tinha uma tartaruguinha na mão, da qual saía água que caía num barril. Em 1835, colocaram um menino de chumbo e o de mármore sumiu. Esse de chumbo chegou ao século XX maneta e sem a tartaruga. Em 2004, reapareceu restaurado. Depois, sumiu de novo. A faixa, com o dito pitoresco ("Sou útil inda brincando") não está lá, só o barril.




















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