Maria da Conceição Francisca Pires. Cultura e política: entre Fradins, Zeferinos, Graúnas e Orelanas. (Annablume, 2010).
Segundo Rachel Soihet, que faz o prefácio e orientou a tese original que resultou neste livro, Conceição questiona as posições que viam os anos 1970 como aqueles em que a criação artística apresentava-se mergulhada em um vazio cultural. Importante contribuição para o entendimento de Henfil, um dos principais cartunistas brasileiros entre os que atuaram durante a ditadura militar.
Frederico Coelho. Eu, brasileiro, confesso minha culpa e meu pecado: cultura marginal no Brasil das décadas de 1960 e 1970. (Civilização Brasileira, 2010).
Segundo a historiadora Andrea Daher (UFRJ), que orientou a dissertação de mestrado base deste livro, Frederico Coelho apresenta uma nova legibilidade para a "cultura marginal" dos anos 1960 e 1970 como movimento cultural dinâmico, apropriado em diversos níveis, livrando-a dos automatismos interessados da crítica e descolando-a definitivamente do tropicalismo musical e dos influxos da contracultura.
Louise Z. Sottomaior e Josué Leonel (Eds.). Além do feijão com arroz. (Civilização Brasileira, 2010).
O depoimento do ex-ministro da Fazenda de Sarney é significativo no sentido de que poderá estimular outros ex-ministros a fazerem o mesmo (pense em algo do gênero escrito por Pedro Malan ou Delfim Netto). Mas a versão de Nóbrega sobre a crise final do governo Sarney é um registro histórico importante: em dezembro de 1989, ele levou a Sarney a proposta de renunciar e antecipar a posse de seu sucessor, para evitar que a crise econômica se agravasse. Quem saiu em defesa do mandato de Sarney foi o ministro do Exército, general Leônidas: "Missão é para ser cumprida!"
André Singer e outros (Orgs.). No Planalto, com a imprensa. (Massagana, 2010).
Entrevistas com secretários de imprensa e porta-vozes de presidentes da República. Não traz grandes revelações, mas é importante como iniciativa de registro histórico que, infelizmente, ainda é rara no Brasil. Também mostra a peculiaridade do cargo, que deve ser ocupado por alguém que tenha a confiança do presidente, mas que também precisa conhecer os meandros da imprensa e ser respeitado pelos jornalistas, mesmo quando não possa dizer tudo o que sabe ou tenha de admitir que não sabe de tudo.
James Green. Apesar de vocês: oposição à ditadura brasileira nos Estados Unidos, 1964-1985. (Companhia das Letras, 2010).
Entrevistas com secretários de imprensa e porta-vozes de presidentes da República. Não traz grandes revelações, mas é importante como iniciativa de registro histórico que, infelizmente, ainda é rara no Brasil. Também mostra a peculiaridade do cargo, que deve ser ocupado por alguém que tenha a confiança do presidente, mas que também precisa conhecer os meandros da imprensa e ser respeitado pelos jornalistas, mesmo quando não possa dizer tudo o que sabe ou tenha de admitir que não sabe de tudo.
James Green. Apesar de vocês: oposição à ditadura brasileira nos Estados Unidos, 1964-1985. (Companhia das Letras, 2010).
Nos EUA, entre o final dos anos 1960 e o início dos anos 1970, religiosos, estudiosos da América Latina e outros ativistas, juntamente com brasileiros exilados, empenharam-se em iniciativas políticas que foram bastante expressivas e serviram para introduzir, na agenda política dos Estados Unidos, o tema dos direitos humanos – que assumiria grande projeção durante o governo de Jimmy Carter. James Green viveu no Brasil por 8 anos, foi um dos pioneiros do movimento gay por aqui e hoje ocupa, na Brown University, a posição que já foi de Thomas Skidmore.




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